Se seu si é mudo
Chora miúdo vive miúdo imundo.
Já pensou em sair do si desfrutar o mi e construir o nós? Os nós sabe?
da rede.. sede.. tem?
Sabe que isso me deixou pro fundo, pois tive que guardar o mundo
todo aqui dentro.
Compulsivamente
Compulsivamente
mente?
sente?
oque é isso?
Seria então mais um mundo imaginário?
marginal?
surreal?
criado então por mi, si e lá.
lá é tão sol que por vezes me delicio no mar.. lá no mar..
profundo aruíno ruínas afina sinas limas limões.
se… eu fosse então esse limoeiro eu me limoaria inteiro escorreria entre as pernas
e os gomos explodiriam com acidez e ferocidade. como um limão. Apenas..
O quer Alice pode fazer se ele é passarinho? Simplesmente deixar esse A voar. Não existem gaiolas há serem quebradas, pois não existem limites delimitados. Aqui está frio, vento forte, leves sensações. A sua ausência material me alimenta a escrita. Leio cartas antigas que na realidade nem são tão antigas assim. Semanas brasilienses saudosistas. Percebo que já passaram várias estações e eu ainda estou no mesmo inverno em que te conheci. Sinto a necessidade do instante, me perco em saudade. Vejo o encantamento e desejo de vida como via em mim tempos passados. Meus olhos ardem, o corpo começa a tremer. Está acabando. O dia começa a se manifestar e eu sinto que devo partir. Sob o céu nacarado anseio o fim desta viagem. Vento doentio da doce madrugada canta. Quando durmo sou rendida pelo cansaço do corpo, mas não durmo apenas desmaio. Minha desatinada alma busca demasiadamente arrancar a angústia que me consome…. Consumo e sumo. Tempo sempre pede mais tempo. Recolho por fim resquícios do beijo. Passei uma vida passarinhando somente para te encontrar e agora, me resta apenas deixar-te voar como passarinho que és enquanto eu passarinho irei à busca de uma árvore para me acolher. Pois já me importa o tempo. Coração de gente é terra que ninguém anda…
Alice estava esquecida em um labirinto suburbano até que ele fez uma pergunta, - já sabe voar Alice? encantada…que fazer? Alice perdida… Alice espera? procura? Alice sozinha… procura o Filósofo para aprender a voar.. onde esta a porta de Kairos? Porque o Filósofo fala tão pouco.. porque o Filosofo com sobrenome de poeta sumiu? porque Alice ainda refaz o mesmo caminho para encontrar o Filósofo? Alice insiste.. faz o mesmo caminho todos os dias, já sabendo das horas e das possibilidades. Alice saudosista estranhamente quer encontrar com Filósofo para assim deixar de ser passarinho e virar borboleta. Esse tu, desconhecido, filósofo poeta do silêncio quando se traduz em palavras, encanta. Quase monossilábico.
Quando ele viu, ele se viu.. ele riu..
As Historietas de Alice
Sadako e a porta de Kairos
Alice estará na rede todas as noites da meia noite a uma da manhã disponível para historieta virtual.
caso queria, add Alice no gtalk, ashistorietasdealice@gmail.com ou de um like na pagina do facebook, As historietas de Alice e fale com Alice.
em breve mais horarios.
Alice: Alice está cansada de ser a fonte de rejuvenecimento e felicidade pervertida alheia. Morte. De ser aquela que faz o outro sentir, viver intensamente alguma coisa para depois voltar para suas casas e vidas normais e tediantes. Vinho. Alice está cansada de ser segredo. Alice está cansada de ser aquela que diverte, Alice que ser a. Anita que ser amada de verdade e não somente de ser nada. Cigarro.
Filosofo: Por isso Alice e Anita, se tanto quer mudar, mude.
Simples, claro, correto. Alice não precisa passar por isso. Anita só quer ser amada, Amada de fato. livre preso não importa, amor.
Alice esta cansada de ser objeto. Anita esta cansada de nunca ser nada além… Sexo.
Anita: Alice quer ser feliz. Anita quer viver o grande amor, não ser usada e jogada pela janela com uma declaração de ilusão. E se você quer Anita de fato. Lute. Diga, mas não use. Alice está cansada de ser brinquedinho de horas vagas. Alice. Anita.
Filosofo: Alice, Anita, apaguem o…
Nada.
E quando o passarinho é amado pelo que ele é?
E quando agora mesmo, amando, passarinho decide ficar, simplesmente.
Não em uma gaiola mas pousado nos galhos de um limoeiro.
Alice não fala de anos novos e passados saudosistas.
Alice fala de presente. Presente-surpresa que o presente entrega.
Nada como um abismo para encontrar a verdade.
Alice Ama.
Alice agradece a todos que negaram (quem é sabe, quem disse que não sabe?), aos que acreditaram que daria certo. Aos que brincaram de ser e não ser sentados a frente da mesa do tempo-carretel, tomando café. Aos que conversaram em rodas e fogueiras. Aos que cantaram e dançaram ao som do silêncio e do escuro.
Aos que viajaram com Alice deitada em uma grama sob os ipês-brasilienses. Aos novos eternos e antigos viajantes, aos que bailam poesia.
Aos que ouviram Alice em circunstâncias diferentes.
Aos que construíram com Alice as historietas. Aos amigos. A todos que amaram, mesmo que não seja Alice.
Pode virar o ano que Alice está pronta.
Alice Grata.
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