A Gaita

Alice via poesia em tudo. Um dia estava viajando em um ônibus cheio quando de repente se aproxima um homem velho de camisa aberta e barriga grande. Senta-se na escada e saca uma gaita e toca. Ele a toca. Poesia. Simplesmente poesia. Suas mãos brancas que segurava com tanta habilidade aquele objeto tão pequenino e sensível. Como um homem que acaricia a mulher mais delicada. Gaita objeto de prazer. Ele tocava. Ele a tocava. Seus olhos fechavam a cada nota tocada e antes que pudesse pensar, música, seus olhos viravam de prazer. Sua boca tocava como um longo beijo. E tudo se fazia soar. O beijo, o toque e o gozo. Alice dormiu.

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