Ela. Ela e Ele. Ele e Ela. Ela.

Alice teve um corpo magro que vestia roupas grandes. Certo dia ouviu a seguinte frase, o  ser humano fede em vida. Uma mulher de corpo gordo que vestia roupas pequenas contava a trajetória de Brasília com destino a Salvador. Seu pai, ele, fedia a podre amarelo no banco de trás. Ela contava que borrifou bom ar em toda a viagem e que quando ele falava eram como se insetos e besouros saíssem da sua boca. Aquela boca fétida amarela. Ele estava podre por dentro e à medida que ele tentava sussurrar um cheiro insuportável amarelo tomava conta de todo seu corpo. Segundo ela, era carma. Na realidade, ele merecia. Ela estava levando-o para casa da sua mãe. Ele a maltratou. Maltratou ela, elas e ela a vida inteira e por destino escolhido, ele quis morrer lá. Salvador. Salva a dor? Na antiga casa onde as paredes vermelhas, janelas 0pacas e objetos presenciaram atentados de violência. Ferro, Faca, Foice, Fogo. Ela, o recebeu a contra gosto. Ele ficava em um quartinho do lado de fora da casa. Indesejável. Podre. Carma. Ele. Salvou? Ela salvou Ele? E Ele?

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