A.

O quer Alice pode fazer se ele é passarinho? Simplesmente deixar esse A voar. Não existem gaiolas há serem quebradas, pois não existem limites delimitados. Aqui está frio, vento forte, leves sensações. A sua  ausência material me alimenta a escrita. Leio cartas antigas que na realidade nem são tão antigas assim. Semanas brasilienses saudosistas.  Percebo que já passaram várias estações e eu ainda estou no mesmo inverno em que te conheci. Sinto a necessidade do instante, me perco em saudade. Vejo o encantamento e desejo de vida como via em mim tempos passados. Meus olhos ardem, o corpo começa a tremer. Está acabando. O dia começa a se manifestar e eu sinto que devo partir. Sob o céu nacarado anseio o fim desta viagem. Vento doentio da doce madrugada canta. Quando durmo sou rendida pelo cansaço do corpo, mas não durmo apenas desmaio. Minha desatinada alma busca demasiadamente arrancar a angústia que me consome…. Consumo e sumo. Tempo sempre pede mais tempo. Recolho por fim resquícios do beijo. Passei uma vida passarinhando somente para te encontrar e agora, me resta apenas deixar-te voar como passarinho que és enquanto eu passarinho irei à busca de uma árvore para me acolher. Pois já me importa o tempo. Coração de gente é terra que ninguém anda…

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