O Grito

Alice: Alice está cansada de ser a fonte de rejuvenecimento e felicidade pervertida alheia. Morte. De ser aquela que faz o outro sentir, viver intensamente alguma coisa para depois voltar para suas casas e vidas normais e tediantes. Vinho. Alice está cansada de ser segredo. Alice está cansada de ser aquela que diverte, Alice que ser a. Anita que ser amada de verdade e não somente de ser nada. Cigarro.

Filosofo: Por isso Alice e Anita, se tanto quer mudar, mude.

Simples, claro, correto. Alice não precisa passar por isso. Anita só quer ser amada, Amada de fato. livre preso não importa, amor.
Alice esta cansada de ser objeto. Anita esta cansada de nunca ser nada além… Sexo.

Anita: Alice quer ser feliz. Anita quer viver o grande amor, não ser usada e jogada pela janela com uma declaração de ilusão.  E se você quer Anita de fato. Lute. Diga, mas não use. Alice está cansada de ser brinquedinho de horas vagas. Alice. Anita.

Filosofo: Alice, Anita, apaguem o…

Nada.

Passarinho pousa

E quando o passarinho é amado pelo que ele é?

E quando agora mesmo, amando, passarinho decide ficar, simplesmente.

Não em uma gaiola mas pousado nos galhos de um limoeiro.

Presente

UFRRJ - RJ

UFRRJ – RJ

UFRRJ - RJ

UFRRJ – RJ

Alice não fala de anos novos e passados saudosistas.
Alice fala de presente. Presente-surpresa que o presente entrega.
Nada como um abismo para encontrar a verdade.

Alice Ama.

Alice agradece a todos que negaram (quem é sabe, quem disse que não sabe?), aos que acreditaram que daria certo. Aos que brincaram de ser e não ser sentados a frente da mesa do tempo-carretel, tomando café. Aos que conversaram em rodas e fogueiras. Aos que cantaram e dançaram ao som do silêncio e do escuro.
Aos que viajaram com Alice deitada em uma grama sob os ipês-brasilienses. Aos novos eternos e antigos viajantes, aos que bailam poesia.
Aos que ouviram Alice em circunstâncias diferentes.
Aos que construíram com Alice as historietas. Aos amigos. A todos que amaram, mesmo que não seja Alice.
Pode virar o ano que Alice está pronta.

Alice Grata.

O Contentamento do Passarinho?

Alice não consegue mais suportar madrugadas vazias.. Alice chora… tá tão difícil.. Paciência não foi uma palavra ensinada para ela..

Volta..

A cada instante, Alice se engaiola mais no concreto que está armado para sufoca-la no branco.  Já desaprendeu a dormir.. apenas desmaia em cansaço profundo.
Porque Alice?  Porque romances impossíveis? Que prazer masoquista é esse de amar? Amar aquele que não pode ter? Um amor que provavelmente não vai ser?

Será então.. apenas cheiro de saudade.. amor velho.. lembrança..

Cartas amareladas dentro de um baú?

Tantos amores levados pela distância.. O contentamento do passarinho?..
Será?
de fato?
Alice..

Tenha Paciência.. ou então.. deixe voar..

O Saxofone

Assim como a Gaita toca ele

O Saxofone

Uma luz debaixo para cima

Um canto, branco

Um armário ao canto, bege

Um quadro redondo, um espelho laranja

Uma sobra, esta que escreve

ao fundo, ele, o Saxofone

O Tímido